sexta-feira, 4 de julho de 2008

Pré-Operatório Parte II

Oi, tudo bem?

Ontem recebi três visitinhas aqui no blog e quero agradecer: obrigada, meninas!

Bem, dando continuação ao meu pré-operatório:

  • 16/06/2008: Consulta com Prof. de Educação Física - Isso mesmo! Diferente, né? Na equipe do meu cirurgião existe um profissional especializado na orientação de atividades físicas pós-cirurgia. Achei muito importante isso! Não é futilidade não, é algo muito necessário, pois passamos praticamente a vida toda sedentários e depis da cirurgia teremos que nos exercitar... Foi um bate-papo descontraído, mas tive que responder às perguntas de praxe sobre o histórico familiar, sobre prática de exercícios e etc... Fiquei feliz mesmo quando ele disse que existe uma parceria com uma academia daqui de Salvador, onde os pacientes que operam com meu médico ganham um mês de graça! Amei! Bom saber que não serei a única gorda malhando e bom também a economia no primeiro mês! Fiquei toda empolgada!
  • 17/06/2008: Passei no meu plano de saúde para autorizar os exames. Consegui quase todos, menos a polissonografia, que precisa de um relatório médico para ser liberada. Fiquei chateada quando a atendente falou que já existe fila de espera para a cirurgia até agosto. Só não conversei com a médica responsável porque ela não estava.
  • 18/06/2008 - Exames: 1) USG de tireóide: foi detectado um nódulo minúsculo, até difícil de ser visualizado. Acho que esse é o mesmo que disseram que tinha desaparecido na última USG de tireóide que eu fiz; 2) USG de abdomen total: nossa, como o médico me apertou! Também, com tanta gordura, deve ficar difícil ver alguma coisa... Tirando uma leve esteatose hepática (gordura no fígado), está tudo em ordem; 3) Raio-X P.A. e Perfil: ainda não estou com os resultados, mas acho que está tudo bem; 4) Ecodoppler de mebros inferiores (venoso e arterial) colorido: Tudo o.k. e o médico era um gato!
  • 19/06/2008 - Endoscopia digestiva alta com biópsia: na véspera dormi muito mal, estava apavorada! Acordei cedo e com muita sede, fome nem tanto, pois não como quase nada pela manhã. Fui acompanhada da senhora que trabalha aqui em casa e é minha "anja"! Quando chegamos na clínica, estava lotada e, por falta de assentos vagos, mandaram que eu aguardasse na sala de recuperação...péssima idéia! Quando ví as pessoas deitadas e grogues, me deu uma agonia...saí de lá correndo, preferi espera em pé! Tentei me manter tranquila, mas estava difícil, a cabeça a mil...Enfim, chegou a hora. A enfermeira me pediu pra deitar de barriga pra cima e tentou pegar minha veia. Como já esperava, não conseguiu e ficou forçando a barra, até que eu gritei de dor! Caramba! resolveu, então, furar minha mão, doeu pra caramba também, visto a falta de paciência dela, que colocou um escalpe com uma seringa cheia de sedativo presa na ponta. Em seguida, ela colocou um "bocal" na minha boca. Daí pra frente o médico assumiu, começou a pressionar o êmbolo da seringa e disse: isso dá um soninho, né? Pronto! Apaguei e deu até pra sonhar! Não senti absolutamente nada, acordei com a enfermeira me chamando e me levando pra sala de recuperação...Fui meio grogue, mas não dormi...Apenas repousei mais uns10 minutos e quis ir embora. Peguei o resultado (gastrite erosiva do antro?) e o material coletado para biópsia. Tomara que esse resultado não atrapalhe. Fiquei o resto do dia com muito sono, dormindo e acordando, e com muitos gases também... mas para quem tava morrendo de medo, saí no lucro!

Amanhã postarei mais, estou quase no final da minha retrospectiva.

Espero que minha narrativa sirva para quem ainda vai encarar tudo isso.

Beijos e até a próxima!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Pré-Operatório Parte I

Olá! Hoje vou tentar resumir as consultas pelas quais já passei até hoje, bem como os exames.
Em ordem cronológica:
  • 05/06/2008: Consulta com Cirurgião - Apesar de já conhecê-lo de reuniões e palestras, estava um pouco apreensiva, mas acho que era mais ansiedade mesmo...Não me preocupei com a pesagem, pra ser sincera nem lembrei que iria me pesar...Fui tão certa a respeito da cirurgia e achando minha obesidade tão evidente, que nem me lembrei desse "pequeno" detalhe...A consulta transcorreu com muita tranquilidade, meu médico fez questão de deixar tudo bem claro, tanto que demoramos cerca de uma hora. Aproveitei para esclarecer algumas dúvidas e fiquei feliz em saber que a cirurgia (por vídeo) levará cerca de uma hora e meia no máximo; só irei para a UTI se houver necessidade; não colocarão dreno em mim; não precisarei emagrecer para poder me operar...Quando estiver perto da cirurgia, receberei um manual completo. A princípio, será utilizada a técnica conhecida como "Capella", depois que passar por toda a equipe é que terei a confirmação. Ainda não me sinto à vontade para colocar meu peso aqui, por hora digo apenas que meu IMC é 51,3 (muito alto) e que estou com Obesidade Super Mórbida. Recebí um monte de requisições para os exames que terei que fazer, nossa! Antes de ir embora, fui apresentada à médica responsável pela parte administrativa da clínica. Ela me disse que muito provavelmente não terei dificuldades em relação à liberação da cirurgia pelo plano, devido ao meu IMC altíssimo... Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo...um misto de emoções...
  • 12/06/2008: Consulta com a Psicóloga - Não a conhecia, mas ela foi muito atenciosa e simpática. Ela é gastroplastizada, o que achei ótimo, pois assim o diálogo fica mais fácil. Nada como conversar com alguém que já passou por algo semelhante ao que você passa. O foco da consulta foi: como me sentirei após a cirurgia se der vontade de descontar alguma frustração na comida? Bem, respondi que espero estar emagrecendo e me sentindo feliz com isso, o que não me fará sentir necessidade de apelar para a comida. Pelo menos, é isso que eu espero...tomara que aconteça assim... Fui encaminhada para a Psiquiatra da equipe e eu já esperava por isso, afinal de contas, faço terapia e uso de antidepressivos há alguns anos. Deverei retornar depois de me consultar com a Psiquiatra.
  • 13/06/2008: Consulta a Nutricionista - Achei essa a segunda consulta mais importante. Já conhecia ela das reuniões promovidas por meu cirurgião. De início, fiz o exame da bioimpedância, mas o resultado não foi levando em consideração (vai ser utilizado apenas como comparativo), pois estava menstruada. Respondi um monte de perguntas sobre o meus hábitos alimentares. Recebi o primeiro cardápio, que usarei nos primeiros quinze dias (a famosa dieta líquida). Achei bom, pensei que fosse ficar um mês sem comer nada, só bebendo. Veruska passou proteína (pode ser a Whey Protein, a 3W Whey Protein ou o xarope Amino Plex); passou o Centrum também, mas esse aí eu já sabia que iria tomar. O que estranhei foi a quantidade de líquido: 1/2 copo de cafezinho de 5 em 5 minutos! Além disto, se meus exames acusarem hipertensão ou diabetes, não poderei tomar gatorade. Tomara que eu possa tomar, pois bebidas isotônicas são importantes na fase líquida. Também deverei evitar o uso de adoçantes e açúcar usar só o mínimo necessário... essa do adoçante eu não fazia idéia! Gelatina também não devo, só se for incolor preparada com suco natural de frutas... Será uma batalha e tanto, mas, com fé eum Deus, vou vencer!

Hoje vou ficando por aqui, senão ninguém vai aguentar ler tudo! Amanhã voltarei com o restante. Quero colocar logo tudo em ordem por aqui, pra não ficar com esse lance de "direto do túnel do tempo"!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Apresentações

Estou começando esse blog com um pouco de atraso, pois meu processo rumo à gastroplastia já está adiantado. De qualquer forma, vou fazer uma breve apresentação, contando como cheguei até aqui.
Mais uma vez se repete a história da criança que sempre foi fofinha, virou uma adolescente cheinha e uma adulta obesa, até alcançar a obesidade mórbida. Dietas de todos os tipos, com acompanhamento médico ou por conta própria, com uso de inibidores de apetite ou não, me acompanham desde que me dou por gente... junto com tudo isso, o efeito sanforna básico.
Minhas famílias materna e paterna têm histórico de diabetes, hipertensão arterial, problemas cardíacos, câncer...enfim, uma série de riscos à saúde que, mais cedo ou mais tarde, eu acabaria enfrentando...Isso, claro, se não tivesse decidido apelar para a gastroplastia.
Já faço psicoterapia há alguns anos e a ideía da cirurgia de redução de estômago foi proposta pela minha psicóloga, pois, de acordo com meu perfil, é a técnica mais indicada. Venho amadurecendo a idéia há uns três anos, por conta da carência do meu plano de saúde. Foi até bom ter esse tempo para refletir, conhecer melhor meu futuro cirurgião, fazer amizade com pacientes operados (e verificar a quantas anda sua nova vida), além de participar de reuniões bastante esclarecedoras.
De hoje em diante irei falar sobre o meu cotidiano rumo à cirurgia.
Sejam todos muito bem-vindos a este espaço. Fiquem à vontade para comentar, opinar e tirar dúvidas (prometo ajudar no que puder).
Um abraço!